Pequeno-almoço: afinal, é ou não a refeição mais importante do dia? Com 3 receitas de chocolate nutritivas
- Sofia Azevedo dos Reis

- 8 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Porque o pequeno-almoço nem sempre é a refeição mais importante
Durante anos, defendeu-se socialmente que o pequeno-almoço era a refeição mais importante do dia, sem qualquer justificação científica sólida. Isso levou muitas pessoas a acreditarem que, ao saltar esta refeição, estariam a cometer um verdadeiro "crime" contra a saúde.
A verdade é que, em muitos casos, saltar o pequeno-almoço pode até ser benéfico — desde que o corpo esteja preparado para isso e que não se trate de uma restrição forçada. Hoje sabemos que períodos de jejum, quando bem feitos e adaptados à realidade de cada pessoa, podem trazer benefícios como melhoria da sensibilidade à insulina, limpeza celular e até intestinal, controlo de peso e maior clareza mental.
Por outro lado, é importante lembrar que o jejum pode também ser prejudicial: se for praticado de forma excessiva ou gerar picos de stress no corpo, pode aumentar o cortisol, prejudicar a digestão e, no caso das mulheres, desregular o ciclo menstrual, sobretudo quando é feito da mesma forma durante todo o mês, ignorando as fases hormonais.
Porque o pequeno-almoço pode ser a refeição mais importante
O pequeno-almoço torna-se a refeição mais importante quando é tomado, não por ser de manhã, mas porque é a primeira refeição do dia (seja ela às 7h, ao meio-dia ou às 19h) marca o momento em que o corpo sai de um jejum, nem que seja o noturno.
Nesse momento, o organismo está especialmente recetivo para absorver os nutrientes que lhe oferecemos. Se a refeição for pobre em nutrientes ou rica em carboidratos (açúcares), provoca picos rápidos de insulina, seguidos de quedas de energia. O resultado é fome precoce, cansaço, irritabilidade e, muitas vezes, vontade de voltar a comer algo que crie o mesmo pico de energia que, tão rápido quanto sobe, desce — criando assim um ciclo vicioso ao longo do dia.
A boa notícia é que um pequeno-almoço de chocolate não precisa ser inimigo da saúde. Quando o cacau é combinado com proteínas, gorduras boas e fibras, pode ser uma escolha nutritiva e saciante.
3 receitas de pequenos-almoços de chocolate nutritivos
Papas proteicas de chocolate (tipo pensal)
Ingredientes:
200 ml de leite ou bebida vegetal sem aditivos ou açúcares adicionados
2 ovos
1 colher de sopa de cacau puro em pó
½ banana + 1 colher de sobremesa de mel OU 1 colher de sopa de mel
Modo de fazer:
Num tacho, aquece 100 ml de leite ou bebida vegetal. Adiciona os ovos e o cacau, mexendo em lume médio até obteres uma textura de ovos mexidos.
Com o lume desligado, junta o restante leite e os outros ingredientes.
Tritura tudo com a varinha mágica até ficar cremoso e serve de imediato.
Pudim de chocolate
Ingredientes:
½ abacate + ½ banana OU 1 abacate + 1 colher de sobremesa de mel
1 colher de sobremesa de cacau puro em pó
Opcional: canela em pó a gosto
Modo de fazer:
Tritura todos os ingredientes até obter um creme homogéneo.
Serve e consome na hora.
Mousse de chocolate vegan
Ingredientes:
100 g de tofu macio
1 colher de sopa de mel
1 colher de sobremesa de cacau puro em pó
Modo de fazer:
Tritura todos os ingredientes até ficar cremoso.
Leva ao frigorífico durante, no mínimo, 8 horas (idealmente durante a noite).
Antes de servir, podes aquecer ligeiramente em banho-maria ou no micro-ondas para uma textura mais suave.
Alimentar-te de forma saudável e, ao mesmo tempo, desfrutar do prazer de comer não precisa ser um dilema. Com as combinações certas, é possível criar refeições deliciosas que mantêm os níveis de energia estáveis, nutrem o corpo e evitam a fome emocional.
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